Você quer passar a lua de mel na praia e ele não. Para que o casamento não comece com brigas, o melhor mesmo é entrar em um acordo que satisfaça a ambos. “A melhor forma de evitar desgastes é somar a cada decisão boas doses de humor”, comenta a psicóloga Lizandra Arita.

A viagem é apenas um dos itens que terão de decidir em todo o processo dos preparativos para o grande dia. E manter um bom diálogo, expor claramente os desejos e justificá-los pode ser um bom caminho. Mas é bom lembrar que o outro também tem seus sonhos. “Levar tudo a ferro e fogo não é posicionamento para um início de casamento, então, que tal dividir tarefas? A noiva decide o local da festa e o noivo, o roteiro, ou vice-versa”, completa a especialista.

Pensando junto

Antes mesmo de celebrar a união, homem e mulher já devem saber quais são os objetivos individuais e os do casal para assim existirem. “Ambos podem ser diferentes, mas serão estes pontos em comum que dirigirão os dois. Se há brigas é porque não desenvolveram um mecanismo de comunicação efetiva e afetiva”, argumenta o psicoterapeuta sexual Oswaldo Martins Rodrigues Júnior, diretor do Instituto Paulista de Sexualidade. “Efetiva por ser direta dos dois lados, sem manipulações, sem saírem do rumo racional e direto. Afetiva por considerar o outro no relacionamento”, complementa.

Ceder ou transformar o sonho não significa ser submisso, mas estar alerta em um momento de impasse. “Abrir mão de algo que se deseja muito, única e exclusivamente para agradar ao outro, pode ser uma decisão arriscada, principalmente quando se busca reconhecimento pelo sacrifício. Ceder sem almejar recompensas é um exercício que deve ser feito desde o início de um relacionamento”, afirma Lizandra Arita. “Os dois precisam saber que não é possível que todos os desejos sejam iguais. O melhor mesmo é negociar e conceder. Cada hora é um quem cede”, concorda a psicóloga e terapeuta de casais Ana Maria Zampieri.

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Plano B

Se o impasse está formado, que tal escolher um terceiro destino, que supra todas as necessidades do casal e as individuais? Muitas vezes, a melhor decisão parte de várias possibilidades e não de uma ideia fixa. Ter tempo para amadurecer a escolha antes de fechar o contrato também evita discussões. “O mais importante é exercitar o companheirismo e o comprometimento do casal para que o início do relacionamento seja realmente algo inesquecível para ambos”, explica Lizandra Arita.

Pense bem: local, distância e roteiro para passeios são condições secundárias em uma lua de mel. O período é reservado única e exclusivamente para o casal se curtir, se conhecer melhor na intimidade, explorar novas possibilidades a dois. “Para isso, o mais importante é a atenção de um para o outro e não para as coisas que estão ao redor. Tudo é apenas um detalhe comparado ao que poderão explorar um do outro durante este tempo de reclusão a dois”, completa a psicóloga.

Sem pesadelos

Uma vez decidido o roteiro, é hora de curtir e não ficar reclamando o tempo todo, argumentando que a escolha foi ruim. “A pessoa precisa saber lidar com a frustração de não ter o que melhor gostaria. O sofrimento levado ao outro não solucionará o problema”, diz Oswaldo Rodrigues Júnior. O comportamento ainda aponta uma infantilidade do reclamão, que demonstra questões inconscientes que se afloram em momentos de impasse. “Se quando criança estava acostumada a ganhar tudo na base da manha ou da birra, o adulto reflete este comportamento para chamar a atenção de forma negativa. Cônjuge não é pai ou mãe. Ficar jogando na cara é péssimo. Esteja onde estiver, curta cada minuto. Faça do início do relacionamento algo que se queira reviver sempre”, avalia Lizandra Arita.

A lua de mel deve ser uma viagem que serve como descanso e recompensa depois de uma verdadeira maratona. E todo o estresse deve ficar longe do destino escolhido. Mesclar equilíbrio entre passeios e momentos de relaxamento é uma boa receita. “Sinta-se o centro das atenções e dos carinhos. Saia em paz, harmonia, abra espaço para o prazer e para a esperança de uma nova vida. E tome cuidado: há casais que voltam tão frustrados da lua de mel que acabam iniciando um processo de decepção no casamento”, afirma Ana Maria Zampieri.

Fotos: Pixabay

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Escrito por

Katia Deutner

Jornalista por formação e apaixonada por este universo de magia e encantos. Já trabalhou em diversas revistas do setor e tem um olhar apurado para o belo.